Últimas indefectivações

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Coleada na estreia na Taça da Liga...

Braga 0 - 6 Benfica


O Braga, já não é o que era, mas mesmo assim, 0-6, mesmo com muita rotação, é significativo. Nesta altura da época, a rotação Europeia até ajuda, ainda não existe cansaço nas pernas... Bom jogo, com as jovens em realce e as Nigerianas contratadas esta época, com excelentes indicações...

Com a lesão da Pauleta no jogo anterior, hoje foi a Tristão a sair tocada... vamos ter que espera e rezar!!!




Recompensa...

Falar Benfica - Os Rapazes da Gomes Pereira #11 - Balanço da época, direitos TV, arbitragem e modalidades

BF: Aursnes...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Ainda sem paz, Bruno Fernandes massajou o ego de Ronaldo?

Supertaça conquistada


"Em destaque na BNews, mais um troféu conquistado pela equipa feminina de polo aquático do Benfica e a restante atividade desportiva do Clube.

1. 8.ª consecutiva
A equipa feminina de polo aquático do Benfica ganhou a Supertaça pela 8.ª vez seguida (28-3 ante o CA Pacense).
Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, realça o "feito único, ao prolongar para oito o número de conquistas consecutivas nesta competição".

2. Contributos internacionais
Acompanhe a prestação dos futebolistas do Benfica ao serviço de seleções nacionais. Destaque para a estreia a marcar de Prestianni pela Argentina.

3. Últimos resultados (masculino)
O Benfica ganhou ao Sporting, por 84-71, em basquetebol, ao Leões Porto Salvo, por 6-2, em futsal, e ao Santo Tirso, por 38-21, em andebol. Os Iniciados de futebol venceram, por 1-3, na visita ao Belenenses.

4. Últimos resultados (feminino)
Em jogo da fase de grupos da Taça da Liga de futebol, as Inspiradoras deslocaram-se a Braga e golearam por 0-6. Em andebol, o Benfica venceu o ZRK Zrinski Cakovec, por 31-16, na Luz em jogo da 1.ª mão da 2.ª ronda de qualificação da EHF European League Women. Em basquetebol, as águias atuaram no reduto do Sporting e venceram por 63-75.

5. Apresentações no voleibol
Na sexta-feira, o Benfica ganhou, por 3-1, ao Leixões, seguindo-se uma sessão de autógrafos. Hoje é a vez da equipa feminina, com a receção ao PV Colégio Efanor às 18h15 na Luz.

6. Homenagem
A anteceder o encontro com o Sporting em basquetebol, o antigo capitão de equipa Makram Ben Romdhane foi homenageado pelo Clube.

7. Reportagem sobre um feito inédito
A BTV acompanhou o campeão do mundo de triatlo Vasco Vilaça.

8. Supertaça para ganhar
Amanhã, às 17h00 no CAR Jamor, o Benfica procura vencer a Supertaça de râguebi ante o Cascais.

9. Health & Performance Congress
Realizou-se a 4.ª edição deste congresso organizado pelo Sport Lisboa e Benfica, que reuniu mais de 400 pessoas.

10. Desporto inclusivo
Arrancou um novo projeto da Fundação Benfica na área do desporto inclusivo que consiste na prática de futebol para amputados."

Este está quase a ultrapassar o Nuno Luz, no concurso de funcionário da semana!!!

Cristiano Ronaldo, o maior ego de todos os tempos

Cristiano Ronaldo: a importância de saber sair


"Uma semana depois de ter afirmado que Jorge Jesus era a pessoa perfeita para assumir o cargo de selecionador nacional, Cristiano Ronaldo abandona abruptamente o estágio da seleção. A frase proferida por Pimenta Machado há muitos anos aplica-se na perfeição ao que se passou: o que hoje é verdade, amanhã é mentira.

Cristiano Ronaldo: uma carreira extraordinária
Cristiano Ronaldo ganhou por mérito próprio uma cadeira na mesa dos melhores de sempre do futebol. A sua evolução foi incrível. De um extremo desequilibrador, mas muitas vezes inconsequente, transformou-se num jogador letal e objetivo. Está a 21 golos de alcançar a marca dos 1000 na carreira. É o mais internacional de sempre. É o melhor marcador de sempre do Real Madrid e da Liga dos Campeões. A isto juntam-se várias Bolas de Ouro e outros recordes.
A sua evolução trouxe uma nova mentalidade. Muitos seguem o seu exemplo. A preocupação que sempre demonstrou com o seu corpo, alimentação e descanso fez escola. Posso afirmar que, nesta área, há um antes e um depois de Cristiano Ronaldo.

O ego e os 'yes men'
O astro português sempre foi um jogador muito focado. Sempre soube onde queria chegar e quase sempre conseguiu. Acredito que, depois dos 30 anos, se alimentou das dúvidas alheias sobre a sua capacidade para manter um nível tão elevado. Com isto, conseguiu adiar o efeito da idade e contrariar quem duvidava da sua capacidade.
Fora dos relvados, a sua dimensão foi crescendo cada vez mais. Ronaldo e quem está à sua volta tiveram o mérito de criar uma marca globalmente reconhecida. Hoje, Ronaldo é a personalidade com mais seguidores nas redes sociais, o que diz muito sobre a sua influência.
Estes dois fatores podem estar a alimentar-lhe o ego e a fazê-lo perder a noção da realidade.
Refiro isto porque, aos 41 anos, Ronaldo já não é o jogador decisivo e desequilibrador que foi durante grande parte da carreira. Parece-me que Cristiano não tem a mesma perceção de quem o vê jogar. Continua a tentar desafiar quem duvida dele, mas a idade chega a todos, sem exceção.
Para os superatletas é difícil encontrar o momento certo para sair de cena. No caso de Ronaldo, parece-me que esse momento já passou.
O que lhe está a acontecer é também um bom exemplo para todos os grandes atletas perceberem a importância de estarem bem rodeados. Não basta ter yes men. Os verdadeiros amigos são os que dizem as coisas sem receio e nos fazem descer à terra quando é preciso. No caso de Ronaldo, pelo que se tem visto, essa voz parece estar a faltar.

Atitude irrefletida
Depois de uma vitória importante frente à Noruega, Ronaldo sentiu que não foi respeitado pelo selecionador nacional. Por dois motivos: porque, aparentemente, Jorge Jesus lhe deu a indicação de que iria jogar 30 minutos e porque esteve a aquecer durante muito tempo e não foi utilizado. Para Cristiano Ronaldo, isto foi uma clara falta de respeito.
Reconheço que Jorge Jesus podia ter evitado deixá-lo tanto tempo a aquecer. Contudo, o jogo estava aberto e o selecionador nacional poderia ter pensado colocá-lo em campo se o resultado se tornasse adverso.
Independentemente do que o possa ter deixado insatisfeito, Ronaldo deveria ter tido a noção de que, como capitão e símbolo nacional, nunca poderia abandonar abruptamente um estágio a meio. Ao fazê-lo, demonstrou falta de respeito pelos seus colegas e pelo compromisso coletivo que representa a seleção. Demonstrou também que, neste momento, a responsabilidade de ser capitão parece não ter pesado na sua decisão.
Por muito magoado que pudesse estar, Ronaldo tinha a noção da dimensão mediática que esta atitude iria ter, da pressão que iria criar nos colegas e na seleção e de que o foco deixaria de estar no excelente resultado alcançado para passar a estar apenas em si próprio.
A sua decisão acabou por colocar o seu conflito pessoal acima do interesse coletivo, precisamente o contrário daquilo que se espera de um capitão. Não estou a dizer que Ronaldo não poderia abdicar da seleção. O que estou a referir é que, se o queria fazer, deveria ter esperado pelo dia de hoje, depois do último jogo do estágio, para tomar uma decisão. Pela responsabilidade e dimensão que tem, Ronaldo sabe o impacto mediático que uma atitude destas pode ter nos seus colegas e na seleção.

Jogar ao ataque
Ao fim de alguns minutos, todos perceberam a dimensão mediática do caso. A FPF não só não soube gerir o processo, como ainda não reagiu publicamente. Parece-me que Pedro Proença está a tentar encontrar uma solução que permita uma reconciliação entre JJ e CR e evitar que esta crise deixe marcas mais profundas.
Numa fase inicial, pareceu-me que se tentou colocar Jorge Jesus no centro do problema e passar a imagem de que este foi o responsável pela atitude do jogador português. Ronaldo, por causa do seu ego, transformou um episódio simples, que podia ter sido rapidamente resolvido internamente, numa mancha no seu currículo.
Para piorar, possivelmente quem o aconselha tentou ainda transformar isto num tribunal popular, para que os adeptos tomassem partido por Ronaldo ou por Jorge Jesus. Nada disto faz sentido e nada justifica a decisão que Cristiano Ronaldo tomou.

Como resolver?
Na mensagem que deixou nas redes sociais, CR referiu que iria contar toda a verdade. Não sei que verdade será essa que fez JJ passar de pessoa certa no sítio certo a responsável pela sua saída da seleção. O que me parece é que, para resolver tudo isto, tem de haver bom senso.
Ronaldo sabe que errou ao abandonar o estágio a meio. O primeiro passo é assumir isso internamente. Todos desejamos que este diferendo se resolva.
Tenho dúvidas de que possa regressar em pleno, até porque teria de lidar com o facto de ser a segunda ou terceira opção e já percebemos que, para Ronaldo, isso não é fácil.
Pela sua carreira, pela sua dedicação à seleção nacional e por tudo o que representa para os portugueses, Ronaldo deve uma saída diferente a si próprio.

A VALORIZAR: GONÇALO RAMOS
Fez dois grandes jogos e demonstrou a sua importância na Seleção Nacional, tanto no capítulo defensivo como ofensivo.

A DESVALORIZAR: PEDRO PROENÇA
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol não teve a capacidade para evitar este conflito. A não reação pública é uma estratégia que visa tentar ganhar tempo para permitir uma aproximação entre as partes."

Trump já ligou a Jesus


"Depois da intervenção de Luís Montenegro, só falta mesmo o presidente dos EUA para resolver a 'guerra' na Seleção, mas continua difícil imaginar um acordo de paz verdadeiro

As redes sociais são perversas. Por estes dias apareceu-me um artigo sobre um apelo de Donald Trump a Cristiano Ronaldo: «Precisamos de ti». Por momentos pensei que a polémica na Seleção Nacional já tivesse chegado à Casa Branca, onde o capitão de Portugal esteve em novembro de 2025. Afinal o apelo de Trump a Ronaldo era de fevereiro (deste ano), mas não me pareceu assim tão descabido que, depois da intervenção do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, Jorge Jesus já tivesse recebido um telefonema do presidente dos Estados Unidos da América, vencedor do prémio de paz da FIFA.
Talvez a escala global que a polémica adquiriu seja prova derradeira da dimensão futebolística que CR7 alcançou, mas também reflexo direto da proporção do comportamento do próprio. 
Para já apenas Jorge Jesus teve de explicar o que sucedeu. Falta ouvir Ronaldo, acima de tudo, e também o presidente da FPF, mas até ao momento não surgiu nenhuma versão que justifique a renúncia do capitão quando devia estar em pleno exercício das suas funções. A frustração por ser suplente não utilizado — de um jogo que até nem era para jogar — não justifica virar costas a colegas e adeptos, mesmo que tenha recebido indicação posterior de que afinal jogava 30 minutos, e mesmo que tenha passado muito tempo a aquecer. Isto ao segundo jogo do novo selecionador, que é Jesus mas podia ser Mourinho, Amorim ou Conceição.
Ronaldo não parou para pensar que muitos colegas já passaram pelo mesmo, alguns até porque os treinadores tinham receio de o substituir a ele, incontornável cabeça de cartaz.
Naquele momento ninguém se coloca nos sapatos do outro, muito menos Cristiano, pouco habituado a ser prescindível. Errou, mas é aí que vale o estatuto. Se há alguém com margem para errar é ele, mas depois seria preciso que o capitão, que tantas vezes deu força ao país, soubesse dar parte fraca. Ronaldo insistiu no erro depois de ouvir a conferência do selecionador. Tinha toda a legitimidade para sair, mas foi ele que optou pela porta dos fundos. Ao abandonar o estádio naquela carrinha preta, e não no autocarro, ao lado dos colegas, seguiu uma via de aparente sentido único.
Ninguém ganha com esta guerra, mas é difícil imaginar um acordo que traga verdadeiramente paz à Seleção.
Encontrar solução para uma outra despedida é o mínimo, mas já nem isso terá a dignidade que devia."

O futebol feminino já não está à espera


"Durante muito tempo, falar de futebol feminino significava falar sobretudo dos mercados onde a modalidade já tinha uma história, uma estrutura e um caminho percorrido. Hoje, esse mapa está a mudar.
Cada vez mais jogadoras portuguesas estão a procurar oportunidades fora de Portugal e, mais importante do que isso, estão a encontrá-las em mercados que, até há pouco tempo, tinham uma presença muito mais discreta no futebol feminino.
É uma mudança que tenho acompanhado de perto enquanto agente e que me parece revelar algo maior do que o simples aumento do número de transferências internacionais: o futebol feminino está a ganhar espaço em geografias onde a aposta na modalidade é relativamente recente, mas onde existe uma clara vontade de acelerar o seu desenvolvimento.
A Arábia Saudita é um dos exemplos mais evidentes. Um país que entrou recentemente numa nova fase de investimento no futebol masculino não demorou a perceber que o crescimento da modalidade não podia ficar limitado aos homens. O futebol feminino começou também a ganhar estruturas, competição e investimento, criando novas oportunidades para jogadoras e treinadores.
É particularmente interessante observar este processo porque estamos perante um mercado que está, de certa forma, a construir o seu caminho enquanto outros já têm décadas de história. E isso cria uma dinâmica diferente: existe vontade de aprender, de criar estruturas e de atrair talento e experiência internacional.
A Turquia é outro exemplo. Clubes com enorme tradição no futebol, habituados a grandes investimentos e a uma forte cultura desportiva, estão agora a reforçar a aposta no futebol feminino. Mais investimento significa melhores condições, maior competitividade e, naturalmente, maior capacidade para atrair jogadoras.
E esta tendência não se limita a estes dois mercados. O futebol feminino está a tornar-se progressivamente mais internacional, mais competitivo e mais diversificado. Para as jogadoras, isso significa que o número de caminhos possíveis está a aumentar.
Portugal tem também aqui um papel importante. Temos jogadoras com qualidade, formação e experiência competitiva que podem acrescentar valor a projetos internacionais. E quando uma jogadora portuguesa parte para um novo mercado, não leva apenas o seu talento: leva consigo uma escola, uma experiência e uma forma de entender o jogo.
Tenho acompanhado algumas destas mudanças de perto e há algo que considero particularmente relevante: a internacionalização não deve ser vista apenas como uma consequência do crescimento do futebol feminino. É também uma das suas forças. Quanto mais mercados investirem, mais competição existe. Quanto mais competição existir, maiores serão as exigências. E quanto maiores forem as exigências, maior será também a necessidade de profissionalizar estruturas, melhorar condições e criar projetos sustentáveis.
Ainda há muito caminho a percorrer. Mas talvez uma das mudanças mais importantes dos últimos anos seja precisamente esta: já não estamos a falar apenas de fazer crescer o futebol feminino nos mercados onde ele sempre esteve. Estamos a assistir à entrada de novos protagonistas. E quando novos mercados entram no jogo, o mapa também muda.
Para as jogadoras portuguesas, isso pode significar uma coisa muito importante: mais portas abertas. E, sobretudo, mais possibilidades para escolher onde e como querem construir as suas carreiras."

Cada segundo conta — como eventos desportivos podem ajudar a salvar vidas



"Os grandes eventos desportivos são uma oportunidade para implementar iniciativas de promoção da saúde pública, devido à sua elevada capacidade de mobilização e alcance internacional.
Em Portugal, porém, este potencial continua claramente subaproveitado. Organizamos, recebemos e celebramos grandes acontecimentos desportivos, mobilizamos milhares de pessoas e geramos uma enorme atenção mediática, mas raramente transformamos essa capacidade de mobilização numa verdadeira oportunidade de educação para a saúde e de capacitação da população.
Falta-nos, muitas vezes, uma visão que ultrapasse o resultado desportivo e compreenda que estes eventos podem ser plataformas privilegiadas para promover comportamentos de saúde, prevenir situações de emergência e preparar os cidadãos para intervir quando a vida de alguém está em risco. É precisamente neste ponto que importa olhar para exemplos concretos de outros países e perceber como esta oportunidade pode ser aproveitada.
A campanha Get Trained Save Lives, desenvolvida pelo European Resuscitation Council (ERC) e pela UEFA durante o torneio Euro 2024, demonstra de forma particularmente clara como um grande evento desportivo pode deixar uma marca que vai muito além do campo de futebol. A campanha decorreu durante 2 meses e meio, tendo a sua principal atividade ocorrido durante o campeonato, entre 14 de junho e 14 de julho. O objetivo foi aumentar a sensibilização para a paragem cardiorrespiratória e promover a aquisição de competências básicas de reanimação cardiopulmonar junto de adeptos de futebol, profissionais e equipas envolvidas na competição.
A iniciativa baseou-se em quatro componentes principais: formação interativa autónoma online, formação em reanimação cardiopulmonar dirigida a equipas de futebol, utilização dos meios de comunicação social e experiências presenciais de reanimação cardiopulmonar.
A campanha chegou a quase 200 mil pessoas através das diferentes atividades. A componente online consistia numa experiência interativa de aproximadamente quatro minutos, destinada a pessoas com idade igual ou superior a 12 anos e disponibilizada em 38 idiomas.
Os participantes acompanhavam um cenário de emergência conduzido por jogadores de futebol e respondiam a questões interativas relacionadas com a atuação perante uma paragem cardiorrespiratória. O sistema fornecia comentários e reações às respostas apresentadas. A plataforma tinha também como objetivo incentivar os participantes a procurar formação presencial em Suporte Básico de Vida, disponibilizando uma ferramenta para localizar cursos certificados na sua área de residência.
Contudo, é importante salientar que esta componente não incluía uma avaliação formal. A experiência online deve ser entendida sobretudo como uma ferramenta de educação e sensibilização, e não como substituto de uma formação completa em reanimação cardiopulmonar.
Por outro lado, jogadores profissionais, treinadores, árbitros e outros elementos das equipas participantes no Euro 2024 realizaram sessões interativas de reanimação cardiopulmonar com duração de 45 minutos, denominadas GOAL – GO and Save A Life.
A formação de profissionais do futebol foi considerada particularmente relevante, tendo em conta a ocorrência de paragem cardiorrespiratória súbita em atletas e a necessidade de aumentar a preparação das pessoas que se encontram próximas dos atletas durante treinos e competições.
A campanha também utilizou intensivamente os meios de comunicação social. Um dos principais elementos foi um anúncio televisivo de 30 segundos, no qual jogadores de futebol conhecidos demonstravam ações básicas de reanimação e transmitiam a mensagem de que qualquer pessoa pode salvar uma vida.
O anúncio foi transmitido através das redes de televisão associadas à UEFA, nomeadamente antes e depois dos jogos e durante os intervalos. Também foi apresentado nas Fan Zones, nos ecrãs dos estádios e nas redes sociais.
Também esteve montada uma formação com duração muito reduzida, de aproximadamente cinco minutos, que estava dividida em três fases.
Na primeira fase, denominada Check, Call, Compress, os participantes aprendiam a reconhecer uma paragem cardiorrespiratória, pedir ajuda e iniciar compressões torácicas num manequim. Na segunda fase, era realizada uma competição. Os participantes utilizavam manequins de treino equipados com um sistema de avaliação da qualidade da reanimação, ligado a tablets através de uma aplicação específica. Durante um desafio de 60 segundos, a qualidade das compressões torácicas, nomeadamente a frequência, a profundidade e a descompressão, determinava o movimento de um avatar num jogo com temática futebolística. Quanto melhor fosse o desempenho na reanimação, mais rapidamente o jogador virtual avançava em direção à baliza. Os resultados eram apresentados num quadro classificativo visível aos participantes, criando um ambiente competitivo e simultaneamente educativo.
A preparação para responder a uma paragem cardiorrespiratória não depende exclusivamente do conhecimento técnico. A disponibilidade para intervir e a capacidade de reconhecer uma emergência são igualmente importantes. Obviamente que as sessões breves não substituem uma formação completa. A profundidade da aprendizagem deve ser adaptada ao contexto, ao público-alvo e aos objetivos educativos.
Este tipo de campanha demonstrou que um grande evento desportivo pode constituir uma plataforma para promover a educação em reanimação e aumentar a sensibilização para a paragem cardiorrespiratória. Para além da necessidade de aumentar a formação em reanimação na população em geral, também tem sido proposto a obrigatoriedade de uma espécie de vídeo-árbitro médico, com acesso a várias câmaras para ver o que aconteceu ao jogador e para orientar o procedimento médico.
Grande parte das doenças cardiovasculares pode ser identificada através de uma avaliação médico-desportiva adequada, que pode incluir exames médicos como eletrocardiograma e, quando indicado, ecocardiograma ou prova de esforço. No entanto, existem patologias que podem permanecer silenciosas e cuja primeira manifestação pode ser uma paragem cardiorrespiratória. Por isso, a prevenção não pode limitar-se à realização de exames de rotina. É fundamental valorizar a avaliação clínica especializada e garantir uma maior participação da especialidade médica de Cardiologia no acompanhamento dos atletas. Os cardiologistas devem ser mais procurados e, sobretudo, mais valorizados no contexto da prevenção e estratificação do risco cardiovascular."

domingo, 4 de outubro de 2026

Afinal além de convencido é mesmo burro!!!


 

Supostamente


 

8.ª Supertaça

Benfica 28 - 3 Pacence
8-0, 6-1, 7-2, 7-0

Mais um troféu, esperado, as diferenças são grandes...  

Boas indicações...

Benfica 84 - 71 Sporting
19-19, 19-22, 19-13, 27-17

1.ª jornada da Liga, com uma entrada perra, mas com uma boa 2.ª parte, com as contratações a mostrarem serviço! Ainda tenho dúvidas no encaixe contra os Corruptos (jogo interior), mas contra os outros adversários, temos clara vantagem... É óbvio que nos formados localmente estamos mais fracos (falta o Gameiro), mas o Muhammad, o Slater e o Barrett dão garantias... podemos não ter uma grande 'estrela', mas temos material para formar uma equipa competitiva, a atacar mais também a defender!

Mais do que merecida homenagem ao Makram. Ainda conseguiu fazer excelentes épocas no Benfica, no final da sua carreira, até acho que teria lugar no plantel desta época, se tivesse fisicamente em condições!


O bom momento continua...



Benfica 6 - 2 Leões Porto Salvo

Começamos a sofrer um golo aos 20 segundos, aos 5m estava 0-2, e durante algum tempo a equipa pareceu-me precipitada, mas quando acertámos no alvo, o jogo ficou desbloqueado... e antes do intervalo o marcador já mostrava 3-2 !!!

Já agora, este Porto Salvo é provavelmente a 3.ª melhor equipa do Tugão, portanto esta goleada não deve ser desvalorizada...

Excelente 2.º tempo...

Benfica 38 - 21 Santo Tirso
17-14

Com o inicio dos jogos Europeus, estes jogos às vezes tornam-se complicados, e hoje no 1.º tempo parecia que íamos ter problemas, mas no 2.º tempo a equipa acordou!!! Com muita rotação, os putos acabaram por destacar-se mas foi na atitude defensiva que fizemos a diferença...

Bom arranque...

Benfica 31 - 16 Zrinski
18-6

Estreia Europeia com uma vitória clara, na 1.ª mão da 2.ª ronda de qualificação para a EHF European League.

O plantel parece-me mais forte, as contratações estão a render, o que me deixa com alguma esperança para uma boa época Europeia. Em anos anteriores, mostrámos que podemos disputar os jogos com as melhores equipas desta competição, vamos esperar para ver... nas fases mais adiantadas!

Backstage | #VóleiBenfica 3-1 Leixões SC | Jogo de Apresentação

Divergências...


"Hoje fui impactado com um vídeo sobre a nossa fundação, criador desconhecido, mas que teve o condão de me colocar a pensar…
Se hoje em dia, fossem as gerações atuais a moldar a fundação do Sport Lisboa e Benfica, este clube gigante jamais existiria, tal a incapacidade vigente de se criar pontes, sacrificar os egos, e olhar para o bem maior.
Se esta geração de trauliteiros estivesse estado na génese do Sport Lisboa e do Grupo Sport Benfica, hoje em dia nenhum dos dois existiria, tal como sucede, mas o colosso que conhecemos por SPORT LISBOA E BENFICA, muito menos, acredito que nem sequer teria entrado na equação!
Se os nossos fundadores tiveram a capacidade de se unir em torno de um bem comum muito maior do que eles mesmos, porque teimamos, hoje em dia, em continuar a cavar trincheiras entre lados da barricada, e a insistir nesta disputa territorial em que todos os dias aparece alguém que diz…”não não, a minha ideia para o Benfica é muito melhor que a tua…” “se eu estivesse lá faria isto aquilo é aquele outro!”… eu sei que todos pensamos assim, somos livres de pensamento e de ações, mas temos que, durante a temporada e o período de um mandato focar no que é mais importante, parar de cavar trincheiras, guardar as espingardas e defender o clube sem segundas intenções.
Temos que olhar para os rivais, só quando estão em paz vingam, não será essa uma lição para nós???
O Porto desde que se uniu, mesmo que em torno de uma falácia, mesmo que com recursos a toda a sujidade que conhecemos, mas sempre unidos quando a bola rola, quando o clube é atacado, mesmo sabendo eles que são corruptos, criminosos, mesmo sabendo isso tudo, eles sabem que daqui a 100 anos o que fica está no museu, o resto será folclore, os Sporting igual, sanaram as disputas territoriais e o medir pilinhas, deixaram a turbulência de um líder lunatico e encontraram um rumo, com recurso a um esquema da Santa Aliança, mas com um objetivo maior, vencer mais que os rivais.
Nós não, andamos tão entretidos nas nossas quietinhas e quintais, a medir as pilas uns dos outros que esquecemos o essencial…
E PLURIBUS UNUM - a mensagem foi lá deixada na génese e precisa ser reavivada nos tempos que correm!
Deixem as divergências no bolso, guardem para o tempo oportuno, transmitam para fora união e irão ver a reação dos rivais, irão recuperar os esquemas baixos, os ataques velados e persecutórios que assistimos nos últimos anos, mas que agora estão mais sanados porque sabem que não precisam, nós fazemos a nós próprios o trabalho que eles deviam fazer, nós temos que os combater no seu reduto, temos que ir para a guerra contra sapos e Andrades e recuperar para nós o poder de os atemorizar em todos os sentidos, fora e dentro do relvado!
Há que os colocar nos seus devidos lugares, seja nos painéis de paineleiros, seja nas bancadas, seja nas ruas!
Se os jogadores sentirem essa força, car@…seremos novamente IMPARAVEIS!
Vamos fazer esse esforço conjunto e unirmo-nos não em torno de Rui Costa mas sim em torno da equipa, em torno de Marco Silva e dos seu exército?"

O fim que ninguém soube evitar


"Ronaldo foi-se embora da Seleção. Escreve-se assim. Sem algodão. Foi-se embora. A equipa ficou. Os colegas ficaram. O jogo ficou marcado para a mesma hora. Cristiano não conseguiu vencer um jogo diferente: a possibilidade de a Seleção continuar sem ele dentro do campo. Ou então sentiu que Jorge Jesus falhou no jogo da comunicação que tinha sido combinado.
Seja qual for o motivo, este é o fim que ninguém queria e que ninguém tentou evitar, a começar pelo próprio Ronaldo. Um jogador desta dimensão merece uma despedida à altura. E que também deve ser construída por ele. Não basta merecer uma última imagem bonita. É preciso não destruir as condições para ela existir. Nesta história, chegou tarde à conversa que precisava de ter consigo.
O problema não começou em Copenhaga. Em Copenhaga deixou de caber debaixo do tapete. Começou quando Portugal confundiu gratidão com dependência. Quando deixou de avaliar um avançado para começar a defender um monumento. Quando cada substituição passou a exigir uma explicação nacional. Um jogador pode falhar um golo. Um monumento só pode ser profanado. Foi assim que se transformou uma decisão de futebol num conflito sobre a identidade de um país.
Ficar no banco não apaga uma carreira. Sair porque já não se aceita o lugar que a equipa oferece também não, mas deixa uma ferida. Não sabemos tudo o que foi dito entre Ronaldo, Jesus e Proença. Sabemos que o capitão saiu e os companheiros ficaram a preparar um jogo. Esta diferença não pode desaparecer entre comunicados. A braçadeira pesa sobretudo quando não se joga. Quando não se joga, sobra o exemplo.
Ronaldo ensinou-nos a não aceitar limites. Agora precisava de aceitar um. É uma contradição cruel, mas o futebol não se comove com contradições. O homem que venceu através da obsessão tinha de perceber quando a obsessão começava a cobrar à equipa aquilo que antes lhe oferecia. A mesma força. Outro efeito. Durante anos, o seu desejo de jogar tornou Portugal melhor. Esse desejo não recebe uma garantia vitalícia. Nem sequer quando pertence a Cristiano Ronaldo.
Um balneário não é um museu. Os lugares não se conservam pelo valor histórico de quem os ocupou. Gonçalo Ramos não pode entrar em campo a pedir desculpa. Vitinha não pode organizar o futuro com os olhos postos na reação do passado. Ninguém deve ser obrigado a escolher entre respeitar Ronaldo e querer jogar. Essa escolha é uma violência sobre os colegas. O capitão devia ser o primeiro a libertá-los dela. Era também para isso que servia a braçadeira.
Mas seria demasiado fácil encerrar o processo com a palavra birra. Ronaldo saiu. Jesus ficou. Isso não transforma automaticamente Jesus num mestre da liderança. Ter razão na escolha do avançado não significa ter razão em tudo o que se diz, em tudo o que se promete, em tudo o que se deixa por explicar. O treinador manda na equipa. Tem de saber o que faz com esse poder.
A autoridade não precisa de plateia. Jesus afirmou que não havia problema. Pouco depois, o jogador foi embora. Entre a tranquilidade anunciada e a rutura consumada abriu-se um buraco. Não é apenas por causa de Ronaldo. Treinar também é antecipar reações. Uma surpresa destas tem demasiado passado para ser apenas uma surpresa.
E a FPF? O que faz? O que diz? Limitou-se a confirmar a saída e contar os jogadores que restavam. A aritmética funciona. A liderança, para já, está por mostrar. Uma instituição que durante anos beneficiou da dimensão de Ronaldo devia ter preparado a sua saída antes de precisar de a anunciar. Preparar não é oferecer titularidade. É definir limites. É esclarecer expectativas. É impedir que treinador e capitão atravessem a mesma porta convencidos de que combinaram coisas diferentes.
Ninguém quis pagar o preço da conversa a tempo. Pagam agora o preço do silêncio. Ronaldo, na imagem. Jesus, na confiança. Proença, na autoridade. Os colegas, nas perguntas. Portugal, na despedida que perdeu. Porque mesmo que Cristiano volte, este episódio já aconteceu. Não se apaga uma saída com uma convocatória. Pode reparar-se uma relação. Não se recupera a inocência de acreditar que a última página seria escrita com o cuidado devido às anteriores.
Portugal ganhou na Dinamarca. Não absolve ninguém. Os golos não são detergente. A equipa tem o direito de ganhar sem Ronaldo e de perder sem que alguém transforme a derrota num pedido de desculpa. O futuro não precisa de humilhar o passado para existir. O passado não pode exigir que o futuro espere. Era esta a fronteira que todos deviam ter protegido. Deixaram que se tornasse uma linha de combate. Agora cada resultado será usado como uma arma.
Este escândalo tem vários responsáveis e uma perda que pertence a todos. Ronaldo devia ter ficado. Jesus devia ter conseguido gerir. A Federação devia ter preparado. Nós devíamos ter aprendido a agradecer sem entregar as chaves. Em vez disso, adiámos tudo até já só haver orgulho onde devia haver lucidez. O fim que ninguém queria tornou-se o fim para o qual todos trabalharam. Ronaldo foi-se embora da Seleção. E deixou-nos a discutir a saída quando devíamos estar a celebrar a viagem."

Silêncio...


"Uma crise raramente começa no momento em que se torna pública. Começa antes. E é precisamente nesse intervalo que se percebe se uma organização estava, ou não, preparada para a gerir. Claramente, a FPF não estava.
Não discuto aqui a razão do conflito ou quem tem razão. Essa é outra discussão. Cristiano é tão intenso, obsessivo e competitivo como Jesus e talvez isso ajude a explicar a rutura. Aconteceu agora, mas provavelmente seria sempre uma questão de tempo.
As crises não se gerem quando as câmaras se ligam. Gerem-se antes. A Federação foi surpreendida pela crise e pela velocidade com que evoluiu, mas em crise há quem consiga estabelecer estratégias de contenção. A Federação optou apenas pelo silencio. O problema é que cada rumor tem o seu público e o silêncio federativo deixa o espaço livre para todas as versões, todas as interpretações e todas as especulações.
Gerir uma crise não é encontrar um culpado, mas impedir que o problema cresça. Neste caso havia, e continua a haver, três patrimónios para proteger: a autoridade do selecionador, a história e o estatuto de Cristiano Ronaldo e, acima de tudo, a Seleção Nacional. Era possível proteger os três. E acredito que ainda é.
Numa crise, o tempo conta. Exige decisões rápidas, uma mensagem clara e um porta-voz com autoridade. Neste caso, esse porta-voz só podia ser o Presidente da Federação. O silêncio de Pedro Proença até hoje podia ser compreendido. Havia um jogo para disputar. A partir de amanhã, esse silêncio será um erro.
A Federação tem agora de trabalhar para construir pontes que evitem que este episódio se transforme no capítulo final de Cristiano Ronaldo na Seleção.
Proença não tem de escolher entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus. Tem de proteger a Seleção, preservar a autoridade de Jesus e reconhecer aquilo que Cristiano representa para o futebol português. É precisamente para momentos como este que existe a liderança institucional.
Quanto mais tempo durar o silêncio de Pedro Proença, maior será o fosso entre a Federação e Cristiano Ronaldo. E quanto maior for esse fosso, mais difícil será construir a ponte."

Proença, Ronaldo (e Jesus): os bastidores, após o Dragão


"Não é só o presidente da Federação que se tem de preocupar com a dimensão da imagem de Cristiano Ronaldo

A o assumir a presidência da Federação, Proença herdou o peso da despedida de Cristiano Ronaldo da Seleção. Mas aquilo que podia ser mais uma exaltação de um líder, com todo o aparato que Ronaldo merece e que Proença potenciaria, passou a dor de cabeça gigantesca, com repercussões relevantes. Porém, não pode ser apenas preocupação do líder da FPF. O jogador e os seus conselheiros também o devem pensar.
Ninguém tem dúvidas do peso da imagem de Cristiano Ronaldo. Vivemos num mundo em que a atenção é dominada pelas individualidades e não pelas instituições. O que constitui um problema para a federação, neste caso. Trocando aquela ideia para a nossa realidade, Cristiano Ronaldo tem uma mediatização exponencialmente maior que a federação portuguesa, impacta mais pessoas, gera mais dinheiro.
O afastamento definitivo do capitão em tom de litígio significa, na prática, uma desvalorização imediata da FPF. Ela aconteceria sempre, uma vez que Ronaldo deixaria de jogar a certa altura? Aconteceria, mas não com o negativismo de um conflito associado e que impacta junto do adepto comum.
A afeição do adepto, sobretudo o estrangeiro, pode muito bem continuar sem Ronaldo em campo, mas é preciso que as partes trabalhem nela, porque neste momento, ainda a quente, não se vislumbra um futuro longínquo em que o adepto de Ronaldo compre a 7 da Seleção com o nome do português; talvez prefira uma do Real Madrid ou do Al Nassr. Mas Cristiano Ronaldo também se deve questionar como deve sair de tudo isto. Se é esta a imagem final que pretende, com um país que o idolatrou — e, estou em crer, ainda o faz — a dividir-se ou, na maioria, a reprovar o abandono prematuro da equipa.
No fundo, como é que Ronaldo quer mesmo ser recordado para lá da sua extraordinária e inigualável carreira desportiva?A diplomacia tem de entrar em jogo. Permitir que o capítulo final da maior lenda do futebol nacional seja escrito num ambiente de guerrilha aberta seria um erro devastador. É preciso que os estrategas assumam as negociações e se, por um lado, Proença tem a autoridade e responsabilidade inerentes ao cargo de presidente, do outro lado, o de Ronaldo, terá a experiência do antigo CEO da federação, Tiago Craveiro, conselheiro estratégico da CR7 SA, alguém que conhecerá tão bem como o atual líder os limites e os custos para a FPF desta crise. Ambos sabem, também, isto: Jesus nunca aceitará ser desautorizado. 
Portugal joga domingo no Dragão, e depois joga-se nos bastidores."

Os sete fundamentos


"São sete os dias da criação, sete os dias da semana. Diz a Psicologia que o cérebro humano tem natural tendência para organizar informações em grupos de sete elementos, e sete são as notas musicais e as cores do arco-íris.
Sete é um numero que antes de ser já o era, simbólico, marcante, cabalístico e muito desejado.
Sete é o número pelo qual muitos lutam nas equipas desportivas.
E sete são os mais recentes mandamentos, cruzados mas interligados, emotivos e criativos, impulsivos e competitivos. Das sete saias saem sete ideias, mandamentos e fundamentos para tentar perceber mentalidades, domínios, egos, golos e vitórias…

1— Capitão da Seleção Nacional de futebol
O cargo. Muito mais do que uma braçadeira, é a liderança pelo exemplo que o deve nortear. Como o fez, sempre, Mário Coluna, num tempo em que era Eusébio a ditar o nome de Portugal pelo mundo, ainda que sem o imediatismo e a transversalidade das redes. Ter esta responsabilidade implica assumir valores e partilhá-los. Implica ser solidário, ser agregador no balneário, perceber as diversas mentalidades, ser coerente mas ponderado, imponente mas equilibrado. Implica estabelecer regras, cumpri-las, estimulá-las e compreender que, sendo uma extensão do treinador no relvado, é essencial exercer essa função com o respeito necessário mas, sobretudo, entendendo que o futebol é um jogo coletivo, em que a soma das partes terá sempre de ser superior e mais impactante do que a simples análise dos méritos e dos objetivos individuais. Isto é ser capitão da Seleção Nacional e não é negociável.

2— Presidente da Federação Portuguesa de Futebol
Portugal tem, na história e na galeria dos seus presidentes da FPF, nomes incontornáveis de qualidade no dirigismo, na perceção dos diversos tempos e das múltiplas formas de tentar organizar, desenvolver, projetar, modernizar e capacitar a estrutura máxima para… os máximos resultados. Pedro Proença motivou uma pequena revolução no último ano, tentando revitalizar a FPF e musculá-la ainda mais para que, num futuro mais ou menos próximo, os resultados se consolidem.
Entenda-se, resultados desportivos (a componente e o objetivo máximos da entidade), mas também resultados financeiros, sem os quais o alicerçado projeto multi-angular, das associações aos clubes, passando pelos árbitros, pelos dirigentes e, essencialmente, pelos atletas, não conseguiria almofada de confiança para avançar. Mas há, também, uma componente de gestão de crises, sobretudo nos timings e na comunicação (tipo, método e efeito), que é essencial acautelar. Por vezes, menos é mais, com o silêncio a ser solução, no imediato. Mas demasiado silêncio causa um ruído de proporções e consequências dificilmente mensuráveis…

3— O alto rendimento
Desde 2000 que Portugal não falha a presença numa grande competição internacional de futebol, ao mais alto nível. São sucessivas gerações de qualidade, produzidas em clubes portugueses e maturadas em alguns dos principais clubes do velho continente. Portugal está presente em patamares muito elevados, com um Euro ganho e outro perdido na final, com duas Ligas das Nações mas, é fundamental que se diga, com sucessivos desaires em Mundiais (Alemanha, África do Sul, Brasil, Rússia, Qatar e Américas). Há qualquer coisa que não tem funcionado, no momento da verdade, e talvez se possa ultrapassar a análise fácil, da espuma dos dias, e produzir pensamento organizado e consolidado nos próximos tempos, com os próximos resultados e a geração que os quer, inegavelmente, alcançar.

4 — Os resultados
Há um objetivo permanente: vencer jogos e, com eles, chegar ao pico das competições. Se uma equipa não consegue ganhar, não demonstra, nas diversas fases do jogo, a qualidade suficiente para sequer chegar lá perto — embora, muitas vezes, a seleção portuguesa tenha ganho sem jogar bem — não pode alimentar veleidades, muito menos assacar responsabilidades individuais.
Mas, no remanso e no segredo do balneário, muitas coisas podem suceder, e a imagem transmitida (normalmente de união, camaradagem e foco), pode não corresponder exatamente à realidade, sobretudo quando se sabe (e sabe-se), que algumas mentalidades chocam, que algumas personalidades são dificilmente compatíveis, e que o eucalipto nunca foi uma árvore amável ou consensual…

5— CR7, a marca
Os últimos dias trouxeram à tona entendidos e à colação todos os estudos possíveis e imaginários em relação à marca projetada e estimulada por um ícone do desporto. Cristiano Ronaldo e a sua equipa, durante muitos anos, criaram uma imagem e um valor de mercado que, evidentemente, se alia à seleção de Portugal, aos seus contratos e à sua atual liquidez. Mas, independentemente do sucedido esta semana em Copenhaga, todos sabiam (e sabem) que, do ponto de vista competitivo, CR7 (o jogador) está nos seus últimos momentos.
A capacidade de catalisação de mais-valias após o final da carreira teria de estar já em cima da mesa, pelo que todas as contas e constatações dos últimos dias não só não trazem novidades, como me parecem manifestamente exageradas. Acima da marca CR7 terá sempre de existir a marca Portugal, em todas as suas vertentes.

6— Jorge Jesus, o 'animal' do banco
Sempre foi assim: direto, impulsivo, talvez indiscreto nas abordagens, mas muito sincero no modo como se explica. Jesus, da longevidade respeitável dos seus mais de setenta anos de idade, sabe perfeitamente que não há ponto sem nó, e a sua convicção sempre foi uma só: a vitória. É para isso que acorda todos os dias, para a vitória das equipas que orienta, colocando todas as suas ideias em prática e trabalhando em função das necessidades do momento.
Entende o futebol como um todo e com a perspetiva coletiva do jogo, e nunca (nunca, mesmo!), gostou de exercícios individuais que colocassem em causa a solidez do grupo ou os principais objetivos traçados. Disse Jesus, esta semana, que é ele quem manda na equipa. Tem toda a razão, independentemente de tudo o que possa estar a montante ou a jusante do jogo e das suas particularidades.

7 — A Diplomacia
É o passo mais importante, e deve estar sempre presente.
Cristiano Ronaldo tomou uma decisão e, com ela, suportará a inevitável consequência que, naturalmente, passará pelo final da carreira na Seleção Nacional.
A atitude final foi de um jogador com imensas responsabilidades, capitão e figura do Mundo. Não lhe ficou bem, como já não tinha ficado o abandono prematuro na vitória sobre a Noruega.
Aos 41, tem idade para ter juízo, para não agir de modo impulsivo e para perceber que, no atual enquadramento federativo, esta decisão lhe trará consequências.
Pode não trazer danos reputacionais, mas essa é uma questão colateral que os analistas medem com número de seguidores nas redes e de fanatismo no planeta futebol.
Cabe a Proença, nos próximos dias, tentar a recuperação de Cristiano para permitir a realização de uma digna despedida, num jogo e num evento formatados para agradecer o percurso ímpar de um dos melhores jogadores do mundo com a camisola de Portugal.
Tudo o resto é fumo, é tempo de antena para comentadores mais ou menos encartados, é pano para mangas das conversas de café."

BF: Renovações...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Jesus abre a porta a reconciliação com CR7. Vai aceitar?

Observador: E o Campeão é... - "Cimeira de Paz" porquê? Ronaldo e Jesus são mesmo inimigos?

Futpedia #29 - O FUTGLÓRIA DEIXA TODOS LOUCOS 😱

Linda Dallmann e o custo das oportunidades perdidas


"Na noite da passada quarta-feira em que a Linda Dallmann, jogadora do Bayern, exibiu toda a sua classe na Luz, ficou evidente aquilo que distingue a capacidade de integrar talento verdadeiramente diferenciador. Poucos saberão que existiu um pré-acordo para que a Linda Dallmann representasse o Benfica. A atleta esteve comigo em Lisboa com uma autorização concedida pelo Bayern.
Poucos saberão que vimos nela uma jogadora capaz de elevar estruturalmente o patamar competitivo da equipa. E poucos saberão também que essa possibilidade acabou por não avançar porque a administração da SAD optou, erradamente, por abortar a operação.
Não escrevo isto por saudosismo nem para revisitar decisões passadas. Escrevo-o porque o futebol, tal como a gestão, vive de escolhas. E algumas escolhas definem ciclos. Contratar a internacional alemã definiria um ciclo de qualidade e de posicionamento na Europa. Estas são as escolhas que o Benfica deve fazer. Esse é o patamar que o Benfica deve procurar, ao contrário de patamares medianos. Não se tratava de receber por empréstimo uma promessa do PSG, tratava-se de contratar uma atleta referência ao Bayern, quarto clube do ranking da UEFA. Há atletas que preenchem um lugar no plantel.
Há atletas que transformam equipas. Linda Dallmann pertence à segunda categoria. A jogagora estava motivada para representar o Benfica, aceitava vir pelos nossos números salariais e nunca percebeu tal recusa. Em poucos dias destrói-se o trabalho de um ano para “vender”, como opção profissional, o Benfica à atleta e à sua família. Para além disso, o Clube deu um péssimo sinal ao mercado, principalmente quando se pretendia, agora não se pretende, estar noutra escala de contratação.
A sua qualidade técnica, visão de jogo, inteligência táctica e capacidade de decidir nos momentos críticos são atributos raros. São características que não acrescentam apenas rendimento individual. Contagiam o coletivo, aumentam a exigência interna e mudam a dimensão competitiva de uma equipa.
Por isso, quando discutimos investimento, devemos ter a coragem de distinguir o custo do investimento do valor do investimento. O custo vê-se no momento da contratação. O valor mede-se dentro de campo. O futebol feminino europeu está a crescer a um ritmo acelerado. Quem quiser estar com aqueles que lideraram terá de perceber que a ambição constrói-se com qualidade.
Ao longo dos últimos anos o Benfica perdeu grandes jogadoras. Não por razões financeiras, mas sobretudo por falta de ambição europeia.
A distância entre estar entre os melhores e ser verdadeiramente um dos melhores mede-se muitas vezes numa decisão. Numa contratação. Numa oportunidade aproveitada. Ou numa oportunidade perdida."

Basicamente, Ronaldo, numa versão, com ainda mais dinheiro!!!

Com um desenho!!!

Zero: Negócio Mistério - S07E02 - Pepe

Valores...

Diferenças...

Pura hipocrisia...

Valores de pacotilha !!!

Rola Bola - S03E05 - Portugal vence na Dinamarca mas PERDE C. Ronaldo

Miserável!!!

Nem vale o tornozelo?!!!

ESPN: Futebol no Mundo #636

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

España: quién lo hubiero dicho